quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Os amigos do Chave (parte 1)

Era bem louco o Gambá. Gostava de fazer barulho. Falador e mentiroso que só ele. Mas uma coisa o Gambá sabia fazer bem: bebia como um cachorro desalmado.

Há dois anos eu fiquei amigo dele. Por caridade. Sabe essas pessoas que a gente tem vontade de vomitar encima e um dia brilha um lance? Foi assim. Num dia na escola eu vi o Gambá chutando um latão de lixo e me identifiquei. O cara era um loser, mas sabe que, no fundo, ele tinha um coração terrível?

Desde então ficamos amigos. O foda é que o Gambá tem a fidelidade de um rato. Ontem mesmo ele me roubou um dinheiro. Eu faço vista grossa porque aprendi a gostar dele. E porque ele prometeu me apresentar pro Shaolin e me levar numa das noites de Depredation com a galera. Quem é o Shaolin? Ah, o Shaolin é papo pra outro dia.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

causas casuais do balançar

quem sabe agora o que será dos minutos seguintes?

Eu, gritou ele, o homem sem tempo.
Não acredito, clamou o incrédulo.
Eu tenho fé, gritou maria.
Aí, então, houve silêncio. E o silêncio se tornou os cubos de gelo daquele copo suado no clube dos pernetas, e o copo balançava (em notas agudas) a cada passo.