terça-feira, 9 de outubro de 2007

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Fazer sinopses é uma das coisas mais difíceis que existem. Resumir é foda. Gosto de tudo inteiro, sem metades, sem parcelas. Comprar à vista. Virar o copo. Dormir em pé pra acordar sentado. Tentar suicídio pra aprender a voar. Então. Sinopses. Porque tudo na vida tem que ter uma short line? Um rótulo? "Se é pra simplificar, que seja uma obra em si", diria meu lado idealista. "Resolve aí, meu", diz o eu-prático. Opa. É justamente sobre isso que esse filme fala. Sobre dualidade. Se toda moeda tem sua cara, toda cara tem sua coroa. Tornaria-nos isso reis? Sei lá.

Sinopse: Fuga em si.

Eu tinha essa idéia de um curta em que um cara que se tornava dois. Imaginava o id de um indivíduo separando-se do superego e saindo correndo por aí, fugindo em busca da sua liberdade. Esse foi o primeiro filme que revelou os resultados da minha busca obsessiva por um estilo estético. Gosto de simetria, de composições áureas. Eu posso dizer que sou um neo-renascentista (se é que isso existe). É, talvez o Da Vinci não concordaria.

Então, tá aí o filme, que teve um puta apoio de toda equipe da Zeppelin Filmes (www.zeppelin.com.br).

Zaracla


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